segunda-feira, 5 de novembro de 2018

A arte e ancestralidade do turbante

Olá, meninas.

Quando comecei a passar pela transição capilar comecei a usar recursos para proteger, tampar e deixar meu cabelo mais arrumado, por mais tempo. E os turbantes e faixas foram ótimos adereços para o meu crespo.

Além disso, depois que você aprende a fazer amarrações não tem como parar. Você aprende mais um, mais um e mais...quando vê, já está até ensinando as amigas, colegas de trabalho , etc.

 

Neste post , vou mostrar alguns turbantes que já fiz em casa, viagens , eventos, etc.

  

 

A História do Turbante 

Para quem não sabe, o turbante é uma indumentária usada em várias culturas no mundo, mas no Brasil ela ganha destaque através dos negros africanos, resgatado pelo uso das baianas, como parte integrante do seu traje, remetendo ao respeito às ancestralidades.
O turbante tem origem desde a criação do Islamismo à cultura indiana, onde ambas tem um forte significado religioso e de maturidade/elevação espiritual e também de identificação de classe social. No contexto africano remete a valorização da nossa história, com o reconhecimento das nossas lutas e o que significa carregar ainda hoje no sangue e na pele as amarras deste processo socio-histórico e que até hoje ainda lutamos pelo reconhecimento social, enquanto um direito à preservação da nossa cultura, dos nossos valores, sem sermos ridicularizados e sim respeitados por nossa inserção. Fonte: Tô de Cacho
 Espero que tenham curtido as amarrações e turbantes postados. 
Nesta semana, irei postar um passo a passo para você fazer seu turbante e arrasar por aí. 
Qualquer dúvida, deixe seu comentário 😉
Abraços, Alê.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Tag: Empreendimentos Afro --> Go Diáspora

Olá, pessoal.

No próximo post da tag " Empreendimentos Afro" vamos falar da Go Diáspora que é uma empresa pioneira em oferecer cursos de idiomas em países do continente africano.

O bacana também da Go Diáspora é que foi criada na Bahia por uma mulher negra. A empresa oferece mais de 44 opções de países para ter uma experiência incrível.

Mais informações : https://www.facebook.com/godiaspora/



Deem uma passada lá no Facebook da Go Diáspora.

Espero que gostem!!

Abraços, Ale.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Bahia minha terra do S2

Olá, pessoal.

Quem me conhece pessoalmente sabe que sou perdidamente apaixonada pela Bahia. Isso por que foi o primeiro Estado  que conheci, lá pelos 12 anos de idade. Muitos acham que sou baiana, não sou (na real, é uma pena). E ainda assim, sempre que tenho tempo ou uma vez por ano vou ao sul da Bahia, por que é a região mais próxima de onde moro (Serra/ES). 

São viagens bem longas de ônibus, de 10 a 12 horas, dependendo do local que vou. Mas, são sempre viagens cheia de emoções, comidas gostosas e passeios imperdíveis. Nesse post, vou mostrar algumas dessas viagens :

Porto Seguro / Praia do Espelho ( 2014) 

Essa ida a Porto Seguro em 2014 foi pra relembrar os meus 12 anos e de quando tinha ido e aproveitado Santa Cruz Cabrália, Santo André, Arraial, Trancoso e muito mais. Quando estive por lá em 2014 fiquei hospedada na Pousada Yaya,é um local super simples e mais próximo de Santa Cruz Cabrália.
Fiquei por lá uns 3 dias, nesse tempo fui a Coroa Alta e fiz o passeio de barco, Passarela do Álcool,Trancoso e também a tão sonhada Praia do Espelho, que alguns falam que é pertencente a Trancoso e outros a Caraíva. 
Não sei de quem é, só que é uma linda praia, com águas claras e calmas. No tempo que estive por lá, fiz amigos que até hoje tenho contato. 




Cumuruxatiba (2015)

Cumuru como é intimamente chamada esse bairro ou distrito de Prado, fica no Extremo Sul da Bahia. Poucas pessoas conhecem esse paraíso, que vale muito a pena ser conhecido. Fiquei 2 dias nesse paraíso, para comemorar meu aniversário. A logística pra Cumuru é complicada, caso você não tenha carro - é o meu caso, mas planejei e no final deu tudo certo. 
Saí de Vitória (ES) com destino a Itamaraju (BA), pois a ideia era pegar o ônibus das 07h da manhã pra Cumuru, porém cheguei com 5 minutos de atraso e acabei perdendo. Como não consegui carona ou outro ônibus pra lá, tive que esperar até às 17h para embarcar no próximo. 
A estrada de Itamaraju até Cumuru é parte de chão e o restante de barro/terra batida. Em dia de chuvas intensas o ônibus nem circula, então fica a dica. 
Fiquei hospedada na Hospedaria Cumuruxativa, que fica bem na entrada da cidade. No tempo que estive por lá fiz uma trilha nos meios dos recifes, caminhei na Praia do Pier, fui a Praia Rio do Peixe Pequeno e Peixe Grande, fui ao Mirante e conheci a cidade. Como não era alta temporada a cidade estava vazia, e isso me agrada muito. 



Porto Seguro/Trancoso (2016) 

Ah! Porto Seguro como não amar esse lugar. Estive por lá com a excursão do Sb Turismo ( https://www.facebook.com/sbturismoes) e foi maravilhoso. Ficamos no Hotel Porto Bello , que na verdade é uma rede de hotel espalhada por Porto. O café da manhã era delicioso, tinha piscina e área de recreação para as crianças. 
Como em excursão eles tem roteiros definidos, optei por fazer parte. Fui ao Centro Histórico de Porto Seguro, Passarela do Álcool,etc. Mas como estava com muita vontade de rever Trancoso depois de pegar a balsa, peguei um busão e fui para o tão famoso Quadrado. Dia lindo, sol escaldante e beleza que nem o que falar, né. 



Caraíva ( 2017) 

Caraíva já estava nos meus planos a muito tempo, e quando chegou o feriado de 7 de setembro aproveitei para ir. O lugar realmente é lindo, cada canto é uma história, uma beleza, um olhar diferente. Fiquei hospedada no Aruanda Hostel, acho que tem mais um hostel na ilha, mas super curti. Fiz amigos que tenho contatos até hoje. Gente como eu me divertir nesse lugar, conversas hilárias, noites dançantes e abraços carolosos. 
Duas dicas sobre Caraíva: ande descalço e leve dinheiro trocado, apesar de alguns lugares aceitarem cartão de débito. 
Nos 2 dias que fiquei lá conheci a Praia do Satu, fui no forró, fiquei na prainha, vi o mar engoli o rio e ainda um lindo pôr do sol. Confesso que não queria vir embora! :( 


Acho que é isso. 

Se tiverem alguma dúvida é só falar!

Abraços, Alê 

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Tag: Empreendimentos Afro --> Diáspora Black

Olá, povo.


A ideia da tag " empreendimentos afro" é uma alternativa para divulgar os trabalhos de pretas e pretos que batalham muito pelo seu negócio, dinheiro, o pão de cada a dia, sua correria, etc. É pra fortalecer e incentivar o nosso povo. 


Para estrear a tag, vamos falar da Diáspora Black . A Diáspora é uma startup baiana, residente da aceleradora Estação Hack, promovida pelo Facebook e Artemísia, uma das principais apoiadoras de negócios de impacto social no País. Para se desenvolver ela ainda tem memória da AbeLLha e do Pólen, etc.

A Diáspora é uma rede global de anfitriões e viajantes que amam a cultura negra e buscam viver experiências autênticas e inesquecíveis em suas viagens. A startup oferece acomodações em mais de 70 cidades em 15 países. Assim como outras empresas de reserva/hospedagem eles seguem regras, tais quais : honestidade, sigilo, prudência, acolhimento, etc. No manifesto deles é possível ver qual é o propósito deles. 

O bacana é que a startup se propõe, muito além de arrumar hospedagem /quadro, mas de encontrar espaços de pertencimento, da possibilidade de reconhecer valores, ter respeitada sua cultura e sua identidade – de ser acolhido.

Obs: ah! Ainda tem um texto lindo meu lá falando sobre Assunção (Py). 

Se quiserem saber mais sobre o Diáspora, segue o link - diaspora.black .

Espero que tenham gostado dessa tag. 

Qualquer dica e sugestão é super bem-vinda. 

Abraços, 
Alê. 

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Dar aula: um ato político

Olá.

Esse post é uma reflexão pessoal que gostaria de compartilhar com vocês. 

Sabe o ato político ou fazer político? Então, ele não tem só a ver com ir para rua e gritar "palavras de ordem" ou protestar. Tem a ver com o que você faz com seu discurso, suas convicções, a quem você tá defendendo, lendo, ensinando e aprendendo. Tem a ver com o seu caminhar no cotidiano, seus princípios, etc. E a sala de aula é ótimo exemplo disso.

Na semana passada, alguém me perguntou se eu seria professora, após a pessoa saber que faço Licenciatura em Letras-Português. Eu parei, pensei e respondi: por enquanto a única coisa que penso é em converter o curso para algo bom. Não sei, mas isso faz muito sentido para mim. 

Reverter a formação para uma utilidade, e não apenas o trabalho, dinheiro e diversão. Avançando com essa discussão e pensando na sala de aula, que se for pensado no método tradicional com suas burocracias, realmente não vejo por lá. 

Mas, na última semana finalizei o Estágio Supervisionado 3 no Proeja no IFES, etapa obrigatória do curso, e realmente gostei do que vi e ouvi. E isso, foi um super ato político, forte e empoderador para mim.

Primeiro, que o Proeja no Instituto Federal do Espírito Santo é um curso novo, por várias vezes já teve pessoas querendo encerrar com o curso e condenando a existência deste numa instituição que é referência no ensino técnico e científico. Segundo que, apesar dessa barreira estrutural e vertical o curso se mantém e oferta na opção integrada ao técnico os cursos de Guia de Turismo e Segurança do Trabalho ( https://ifes.edu.br/cursos/graduacao ). Terceiro que foi ótimo ao final das aulas, em meio a confraternização, abraços e fotos ouvir os alunos me cumprimentarem e falarem que se inspiram em mim para não desistir. 

Não sei se falei, mas sou negra e uso um Black enorme e a maioria dos alunos dessa turma do Proeja é formada por mulheres,negros, tinham mais de 25 anos e estavam afastado da sala de aula a mais de 5 anos. Isso é muito significo, já que apenas 10% das mulheres negras completam o ensino superior. Sendo que a população negra representa 54% da população brasileira. 

Pensa agora comigo: quantas professoras negras e negros você já viu dando aula para você no ensino técnico ou superior? Ou mestre e doutora? Médica? Engenheira? Sério, ouvir dos alunos que se inspiram em mim, que ainda sou graduanda em Letras-Português, é muito significativo, politico, etc. 

No fim, valeu super a pena ter enfrentado a sala de aula, mesmo que apenas num estágio obrigatório. Quem na verdade aprendeu não foram os alunos, mas sim quem tá escrevendo esse texto. 

E é isso! Espero que tenham gostado, 😉😉

Abraços, Alê.


segunda-feira, 2 de julho de 2018

O que vocês vão encontrar por aqui?

Ei, pessoal. 

Esse blog é uma segunda tentativa de relatar minhas viagens, eventos e demais atividades que fizer. Segunda, pois já tive o Blog Irmãs Conectadas, em conjunto de minha irmã Adriana. Mas, após 4 anos de blog resolvi desativar e respirar um pouco fora da blogsfera. 

E, agora retorno para falar de coisas mais pessoais e verdadeiras, que me representam mesmo. Como adoro viajar, escrever poesias, cuidar do meu cabelo e planejar minhas aventuras pode ter certeza que vocês verão muito disso por aqui,ok.

Espero que gostem, comentem e compartilhem.

Bjs,

Alê. 






sábado, 30 de junho de 2018

A Ilha do Mel (PR): um lugar encantador

Olá, pessoal.

Esse é mais um relato de uma viagem inesquecível - Ilha do Mel. 

A viagem para a Ilha do Mel foi uma das mais inesperadas, dentre todas as que já fiz ou programei. Em menos de 1 mês, comprei as passagens, pesquisei um pouco do lugar e quando vi já estava embarcando pra Curitiba (PR). A ideia era ficar 4 dias, 3 dias e 4 noites na Ilha, porém tive alguns contratempos no percurso. Ah! Já para iniciar, as informações de horário de barco para lá e valores são meio desencontrados e confusos, por isso fica a dica: vá com tempo de folga, ou se não terá que se reorganizar.

Enfim, no dia 03 de março/2017 por volta das 14h desembarquei em Curitiba. Já sabia aonde deveria pegar o ônibus que sai do aeroporto e vai pra Rodoferroviária de Curitiba, então corri para lá. O ônibus executivo (https://www.aeroportoexecutivo.com.br/) é uma mão na roda, além de rápido, você pode pagar na hora do embarque, passa por vários pontos da cidade e o preço é acessível – R$ 15 reais, além de te deixar dentro da rodoferroviária (Rodoviária).

Depois de chegar lá, corri para o guichê da Viação Graciosa (http://www.viacaograciosa.com.br/) para comprar a passagem pro meu destino final, ou parte dele. Como perdi o ônibus das 14h30, tive que pegar o de 17h30. O preço da passagem é R$41,03 na ida e R$ 35,50 na volta, e da Rodoviária até Pontal (Ilha do Mel) são umas 2h30. O ônibus te deixa no trapiche dos barcos, de onde pegará um barco pra Ilha. Outra dica: já compre a ida e a volta, pois se não na hora de voltar terá que andar um pedação para comprar a passagem na Rodoviária de Pontal.

Sobre as informações desencontradas, durante as minhas pesquisas vi vários valores e horários diferentes do barco pra Ilha. Um dos que achei, falava que o último barco saía por volta das 20h30(Pontal x Ilha do Mel), mas depois descobri que esse horário só funciona na alta temporada. Outra coisa, tem pessoas que preferem ir pra Ilha por Paranaguá. Mas, a questão é que em Paranaguá são poucos horários de saída pra lá. Se não me engano, apenas 2 ou 3. 
Chegando em Encantadas 

Então, bora lá!! Estava muito ansiosa para chegar em Encantadas, optei por ficar nessa parte da Ilha por ter mais barcos pra lá e por sentir que deveria ir, e ficava toda hora olhando o relógio. Confesso que fiquei bem receosa no trajeto, pois já estava escurecendo e nada de chegar no trapiche. 

Quando eu percebi que já era umas 20h vi que não daria pra pegar o tal último barco pra ilha, e já não tinha mais ninguém dentro do ônibus - além de um casal + motorista + eu. Aí pensei: pronto, vou ter que dá um jeito de arrumar uma pousada ou pernoite em Pontal. E, antes do ônibus seguir para o trapiche perguntei ao motorista se acharia pousada lá (no trapiche) ou perto da rodoviária de Pontal? Ele , prontamente falou que era mais vantajoso descer na rodoviária. E foi o que fiz! 

Pôr do sol e vista de Encantadas de outros ângulos 
A Rodoviária de Pontal é bem simples, nem parece que é rodoviária, pois só tem uns 2 guichês. Desci ali e já era noite, tinha pouco iluminação nas ruas e outras de chão batido sem nenhuma, e eu estava com fome. E, logo que cheguei fui atrás de pernoite e comida. Na porta da rodoviária tinha um casal e perguntei se eles sabiam de algum lugar e me indicaram uma senhora. 

Dei uma volta no quarteirão, passei numa rua escura e quase em meio ao mato achei o quintal da senhora que tinha quartos. Confesso que fiquei com medo, mas não tinha outra opção. Fechei com ela a pernoite por R$ 50,00 ( achei salgado), mas era o que tinha. Deixei minhas coisas no quarto e fui comer. O restaurante ainda estava aberto, já era umas 21h e servia buffet livre por 20 reais. Isso é bem comum nessa região e também em Minas Gerais. 

No outro dia levantei bem cedo, lá pelas 6h e fui para trapiche. Antes de ir passei na padaria e depois comecei minha caminhada de 2,5km até a área de embarque. Quando cheguei no trapiche já comprei a volta e tudo ficou por R$15 reais. Estava muito ansiosa. 

A ilha tem formato de "Baleia", a vista da praia para o farol e do farol para o mar. 

Quando o barco ligou e já estávamos em alto mar, quase não acreditei que iria conhecer esse paraíso. Fiquei hospedada no Hostel Encantadas Ecologic  pelos dias que estive em Encantadas.O hostel tem quarto feminino com 2 beliches, ventilador e wi-fi ( fica oscilando de vez em quando, por que é sinal via rádio).O local é muito bem cuidado e limpo pelo Igor, que foi muito atencioso antes, durante e depois de minha viagem. 

No tempo que fiquei na ilha conheci a Praia Pontinha, Mar de Fora, o Farol das Encantadas e das Conchas, Praia da Boia, Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, Gruta das Encantadas e a área dos Golfinhos. Além disso, fui ao forró próximo de Mar de Fora, tomei cataia e ainda trouxe uma pra casa, dancei ao som do reggae, fui na praia em dia de chuva, etc. 

Isso é um golfinho. 
Realmente Encantadas foi incrível, fiz amigos que converso até hoje e registros que marcaram os dias que fiquei lá. Uma curiosidade: a ilha tem formato de baleia e pode ser visto do céu ( veja imagem mais acima). 

A propósito, não gastei muito dinheiro em Encantadas. A maioria das barracas tinha buffet livre e o preço variava de 20 a 25 reais. A cerveja era uns 7 a 8 reais latão. Logo no primeiro dia, comprei um galão de água de 5 litros que foi uns 6 reais. O passeio para o Farol + ilha dos golfinhos + almoço ficou em torno de 70 reais. 

No mais, aproveitei bastante a ilha. 

Espero que tenham gostado do meu relato. Se tiver alguma dúvida, é só avisar.

Abraços,
Alê.