sábado, 30 de junho de 2018

A Ilha do Mel (PR): um lugar encantador

Olá, pessoal.

Esse é mais um relato de uma viagem inesquecível - Ilha do Mel. 

A viagem para a Ilha do Mel foi uma das mais inesperadas, dentre todas as que já fiz ou programei. Em menos de 1 mês, comprei as passagens, pesquisei um pouco do lugar e quando vi já estava embarcando pra Curitiba (PR). A ideia era ficar 4 dias, 3 dias e 4 noites na Ilha, porém tive alguns contratempos no percurso. Ah! Já para iniciar, as informações de horário de barco para lá e valores são meio desencontrados e confusos, por isso fica a dica: vá com tempo de folga, ou se não terá que se reorganizar.

Enfim, no dia 03 de março/2017 por volta das 14h desembarquei em Curitiba. Já sabia aonde deveria pegar o ônibus que sai do aeroporto e vai pra Rodoferroviária de Curitiba, então corri para lá. O ônibus executivo (https://www.aeroportoexecutivo.com.br/) é uma mão na roda, além de rápido, você pode pagar na hora do embarque, passa por vários pontos da cidade e o preço é acessível – R$ 15 reais, além de te deixar dentro da rodoferroviária (Rodoviária).

Depois de chegar lá, corri para o guichê da Viação Graciosa (http://www.viacaograciosa.com.br/) para comprar a passagem pro meu destino final, ou parte dele. Como perdi o ônibus das 14h30, tive que pegar o de 17h30. O preço da passagem é R$41,03 na ida e R$ 35,50 na volta, e da Rodoviária até Pontal (Ilha do Mel) são umas 2h30. O ônibus te deixa no trapiche dos barcos, de onde pegará um barco pra Ilha. Outra dica: já compre a ida e a volta, pois se não na hora de voltar terá que andar um pedação para comprar a passagem na Rodoviária de Pontal.

Sobre as informações desencontradas, durante as minhas pesquisas vi vários valores e horários diferentes do barco pra Ilha. Um dos que achei, falava que o último barco saía por volta das 20h30(Pontal x Ilha do Mel), mas depois descobri que esse horário só funciona na alta temporada. Outra coisa, tem pessoas que preferem ir pra Ilha por Paranaguá. Mas, a questão é que em Paranaguá são poucos horários de saída pra lá. Se não me engano, apenas 2 ou 3. 
Chegando em Encantadas 

Então, bora lá!! Estava muito ansiosa para chegar em Encantadas, optei por ficar nessa parte da Ilha por ter mais barcos pra lá e por sentir que deveria ir, e ficava toda hora olhando o relógio. Confesso que fiquei bem receosa no trajeto, pois já estava escurecendo e nada de chegar no trapiche. 

Quando eu percebi que já era umas 20h vi que não daria pra pegar o tal último barco pra ilha, e já não tinha mais ninguém dentro do ônibus - além de um casal + motorista + eu. Aí pensei: pronto, vou ter que dá um jeito de arrumar uma pousada ou pernoite em Pontal. E, antes do ônibus seguir para o trapiche perguntei ao motorista se acharia pousada lá (no trapiche) ou perto da rodoviária de Pontal? Ele , prontamente falou que era mais vantajoso descer na rodoviária. E foi o que fiz! 

Pôr do sol e vista de Encantadas de outros ângulos 
A Rodoviária de Pontal é bem simples, nem parece que é rodoviária, pois só tem uns 2 guichês. Desci ali e já era noite, tinha pouco iluminação nas ruas e outras de chão batido sem nenhuma, e eu estava com fome. E, logo que cheguei fui atrás de pernoite e comida. Na porta da rodoviária tinha um casal e perguntei se eles sabiam de algum lugar e me indicaram uma senhora. 

Dei uma volta no quarteirão, passei numa rua escura e quase em meio ao mato achei o quintal da senhora que tinha quartos. Confesso que fiquei com medo, mas não tinha outra opção. Fechei com ela a pernoite por R$ 50,00 ( achei salgado), mas era o que tinha. Deixei minhas coisas no quarto e fui comer. O restaurante ainda estava aberto, já era umas 21h e servia buffet livre por 20 reais. Isso é bem comum nessa região e também em Minas Gerais. 

No outro dia levantei bem cedo, lá pelas 6h e fui para trapiche. Antes de ir passei na padaria e depois comecei minha caminhada de 2,5km até a área de embarque. Quando cheguei no trapiche já comprei a volta e tudo ficou por R$15 reais. Estava muito ansiosa. 

A ilha tem formato de "Baleia", a vista da praia para o farol e do farol para o mar. 

Quando o barco ligou e já estávamos em alto mar, quase não acreditei que iria conhecer esse paraíso. Fiquei hospedada no Hostel Encantadas Ecologic  pelos dias que estive em Encantadas.O hostel tem quarto feminino com 2 beliches, ventilador e wi-fi ( fica oscilando de vez em quando, por que é sinal via rádio).O local é muito bem cuidado e limpo pelo Igor, que foi muito atencioso antes, durante e depois de minha viagem. 

No tempo que fiquei na ilha conheci a Praia Pontinha, Mar de Fora, o Farol das Encantadas e das Conchas, Praia da Boia, Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, Gruta das Encantadas e a área dos Golfinhos. Além disso, fui ao forró próximo de Mar de Fora, tomei cataia e ainda trouxe uma pra casa, dancei ao som do reggae, fui na praia em dia de chuva, etc. 

Isso é um golfinho. 
Realmente Encantadas foi incrível, fiz amigos que converso até hoje e registros que marcaram os dias que fiquei lá. Uma curiosidade: a ilha tem formato de baleia e pode ser visto do céu ( veja imagem mais acima). 

A propósito, não gastei muito dinheiro em Encantadas. A maioria das barracas tinha buffet livre e o preço variava de 20 a 25 reais. A cerveja era uns 7 a 8 reais latão. Logo no primeiro dia, comprei um galão de água de 5 litros que foi uns 6 reais. O passeio para o Farol + ilha dos golfinhos + almoço ficou em torno de 70 reais. 

No mais, aproveitei bastante a ilha. 

Espero que tenham gostado do meu relato. Se tiver alguma dúvida, é só avisar.

Abraços,
Alê. 

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Bate e volta em Assunção (Py)

Olá, pessoal!

Estou reativando o blog com várias histórias das minhas viagens. Então, fiquem ligados que vocês verão minhas peripécias por aí.


Essa sou eu na frente do Palácio do Governo
   Antes de começar esse texto, gostaria de indicar a visita, passagem ou destino por tempo determinado (e se preferir, indeterminado) a capital Paraguaia. Além de ser um destino relativamente barato, posso te dar alguns motivos para isso: é próximo à fronteira do Brasil, as pessoas são muito receptivas e educadas, só precisa de RG para entrar no país, dentre outros.

 Confesso que quando comecei a planejar minha viagem para Foz do Iguaçu, sabia que deveria ir a Assunção. Por que? Não sei ao certo, mas foi uma grata surpresa conhecer um outro país tão perto do meu. Logo no início, usei muito o Google para pesquisar sobre Assunção, o que comer, onde ir, de que forma mais barata ou melhor para chegar até lá, etc.

Em minha busca, encontrei poucos posts ou relatos sobre a capital Paraguaia, tudo que mencionava o Paraguai se dirigia a Cidade del Leste, que nem é minha vibe. E, para organizar meu roteiro de Foz do Iguaçu – Assunção usei o Google Trips. Nesse aplicativo adicionei o localizador do meu voo, o número da minha reserva, fiz um roteiro em mapa e também inclui tudo o que achei sobre minhas pesquisas.
Um dica comum em Assunção
Feito isso, fui!! No dia 07 de maio por volta das 19h fui para o Terminal de Transporte Urbano Pedro Antônio Denadai (Foz do Iguaçu) para ver se conseguiria ainda comprar na Rodoviária passagem para Assunção. Peguei o ônibus (que passa dentro da Rodoviária) e cheguei por lá umas 20h40.
Assim que cheguei, procurei o local que vendia a tal passagem. Neste caso, o guichê do “Helios” (nesse guichê é um rapaz vendendo passagem de várias empresas diferentes) que vendia a passagem da viação Nuestra Señora de la Asunción (https://www.nsa.com.py/).
     Comprei a passagem de ida e volta pelo preço total de R$ 140,00 reais para os horários: Foz do Iguaçu x Asunción – saída:00h15 e chegada: 06h; Asunción x Foz do Iguaçu – saída:00h05 e chegada:06h. O ônibus da viação NSA é super confortável, além de ter água disponível, banheiro e lanche no percurso. Na volta teve o diferencial de ganharmos uma cobertinha e travesseiro.
Voltemos ao que interessa: o bate e volta!. Cheguei na rodoviária de Assunção por volta das 06h30 ou algo assim, ainda estava amanhecendo e eu não tinha um Guarani (moeda Paraguaia) no bolso. Logo quando desci do ônibus fui em busca de um mapa, mas no guichê de informações não tinha, então tive que comprar. Ah! Uma dica: dentro da rodoviária tem várias casas/guichês de câmbio é sempre bom pesquisar, por que os valores oscilam bastante.
     O real é bem valorizado no Paraguai ou a moeda deles é desvalorizado, não sei ao certo. Isso eu percebi quando troquei os meus R$ 10,00 reais por guaranis, recebi R$ 14 mil Guaranis (a cotação era 1.400 x 1 real). Até pensei: Estou ryyyca!!!!! Mas não, com esse dinheiro comprei um mapa (10 mil PYG) e paguei minha passagem pro Centro de Assunção (3,600 PYG).
    Como não falo nada de espanhol no início foi bem complicado saber que ônibus pegar, mas com o mapa na mão dava meu jeito. Perguntava as pessoas apontando pro local do mapa que queria ir, e claro, eles percebiam que eu não era dali, que era turista. E as pessoas foram muito gentis comigo, falando várias linhas que passavam no Centro. Mesmo eu não entendendo metade do que falavam.
     Quebrado o primeiro bloqueio, o da comunicação, embarquei no ônibus 38 que tinha ar condicionado e uma música local tocando, bem animada por sinal. No meio do caminho um rapaz paraguaio que falava muito bem o português, me ajudou com dicas. Ao descer do ônibus, mesmo atrasado para o trabalho, ele me indicou onde tomar café e em qual bairro não ir.
Depois disso fui dar uma volta na Calle Palma para conhecer e observar uma terça-feira comum em Assunção, e também esperar a casa de câmbio Chaco Câmbios abrir. Ah! Outra dica: não Calle Palma tem vários cambistas querendo trocar dinheiro, não troque na rua, pois tem o risco de nota falsa e etc.
Como é 1 hora a menos que o Brasil e o comércio abre por volta das 07h e 08h da manhã sentei num banco nesta avenida e fiquei apenas observando. No pouco que vi, pude perceber como o povo paraguaio é otimista, sorridente e tem paixão pelo país.
      Voltando àquela história de estar rica, troquei meus R$ 80,00 reais e recebi 120 mil guaranis. É sério, me achei rica meio sem entender como deveria gastar o dinheiro (risos). Até por isso paguei 6 mil guaranis (achei caro) em um café no Mc’Donalds. Após isso, sentei na Plaza Juan E. O’Leary e depois fui a Casa do Turista para pegar outros mapas, informações e acabei sabendo do horário do Free Walking City Tour de Asunción – programado para às 14h30. A partir daí foi sucesso! Será?? Foi mais ou menos. Aproveitei para ir no Museu Casa de la Independencia, quando ainda estava vazio. Na sequência resolvi visitar a Iglesia de la Encarnácion, mas como estava próximo de fechar resolvi ficar no Shopping Asuncion Super Centro – na verdade, tem mais cara de galeria com várias lojinhas, restaurantes e fica ali na 14 de Mayo.
     Como estava com pouco dinheiro trocado e a fome estava batendo, fiquei com preguiça de pesquisar fora do shopping pra almoçar. Aí, vi um restaurante que tinha 2 opções de prato: Prato Econômico por 13 mil guaranis (que era o que tinha trocado) e Prato Executivo por 15 mil guaranis.
    A brasileira aqui querendo ser esperta, pensei: vou comprar esse prato econômico, deve ser bom e gostoso. SQN!!! Paguei 13 mil guaranis por um prato de arroz com pedaços de carne rsrsrsrsrs. Isso mesmo que você leu! Arroz + carne. Enfim, depois de comer, fui dar uma volta nos arredores do shopping. Foi aí que achei várias opções de restaurantes e lanchonetes com cardápios variados e preços parecidos ou menores do que eu tinha comido. Viu, já ficam 2 dicas aí: nem sempre o econômico é o gostoso, e sempre que puder ande um pouco mais.
Vista da la Costanera e do bairro Chacarita
   Com a barriga cheia, voltei para a Plaza Juan E. O’Leary para esperar o horário do City tour. Lá observei vários estudantes, trabalhadores e autoridades sentadas, conversando ou fazendo suas refeições. Realmente uma praça cheia de vida. Casais namorando no horário de almoço, crianças brincando no parquinho, moradores de rua tomando sol, uma senhora vendendo comidas típicas parecidas com o famoso PF brasileiro, pombos, etc. Um pouco antes das 14h30, fui no Lido bar – um bar típico que fica entre o Panteón Nacional de los Heroes e a Calle Palma que serve comida e bebida tradicionais do Paraguai. Logo quando cheguei no balcão, pedi a atendente alguma comida típica. Desse jeito mesmo: moça eu quero comer alguma comida típica do Paraguai!!! Ela meio sem entender falou de sopa, tortilha e outras que eu nem entendi.
   No final, um senhor ao meu lado me ajudou a escolher. Ele falando um espanhol belíssimo e eu entendendo apenas metade do que falava, optei pela tortilha, que ainda me serviu de café da tarde no dia seguinte. A tortilha é uma massa parecida com o bolinho de chuva, porém é salgada e contém temperos verdes e tem o formato de uma panqueca.
Catedral
   Esse senhor ainda ficou conversando comigo, e claro com essa cara de turista, perguntou de onde era. Respondi: Pierto de São Paulo! (risos). E assim, consegui saber que ele estava no horário de almoço, quais eram os outros pratos típicos e gostosos do País, que o Presidente do Paraguai é o dono do refrigerante Pulp e que no bairro que ele mora é onde tem a maior concentração de estudantes brasileiros que vão para lá estudar medicina.
    Ufa! Viu, a conversa fluiu. Ele ainda me deixou experimentar o prato dele – Vori Vori – uma sopa com legumes e carne de galinha. Uma delícia por sinal! Foi muito divertido e surpreendente. Depois de comer nem metade da tortilha, voltei a Casa do Turista para esperar o início do city tour. No passeio, era eu (brasileira), uma família chilena e um inglês. Logo de início a guia ficou confusa se deveria falar espanhol ou inglês. Aí me perguntou: você compreende e fala espanhol? Eu: sim! (risos).
Cabildo - Centro Cultural
     Confesso que o city tour foi ótimo, além de praticar o espanhol, pude conhecer os principais pontos turísticos e as histórias do Centro de Assunção. Dentre eles: Museu Casa de la Independencia, Manzana de la Rivera, Palacio de los López, o novo prédio do Congresso Nacional, Cabildo de Assunção – Centro Cultural da República, avistamos a La Costanera e o bairro Chacarita, passamos pelas casas de madeiras/tapumes dos moradores que perderam tudo na enchente do Rio Paraguai de 2013, passamos ainda pela Universidade Católica de Nossa Senhora de Assunção e a Catedral, e terminamos nosso tour pela Farmácia Catedral – a farmácia mais antiga do Centro de Assunção. Retornamos para a Casa do Turista para um último registro, abraços de despedidas e troca de contatos.

Museu Casa del La Independencia
     Depois, já era umas 17h e pouco voltei para o Lido Bar para experimentar a cerveja típica chamada de Pilsen, que é bem suave e gostosa, e comer uma empanada. Tirei mais algumas fotos e procurei o ponto para regressar a Rodoviária – que por aqui eles chamam de Terminal. Dei muita sorte, assim que cheguei no ponto não demorou para vir o ônibus 38. Os ônibus por lá, andam mais lotados do que por aqui. Por isso, fiquei na parte da frente para pedir ao motorista pra avisar quando chegasse na Rodoviária.
    O motorista foi muito legal comigo e claro, começou a puxar assunto. Perguntou de onde eu era? Se ia viajar? Para onde ia? E eu, com meu portunhol bem meia boca respondia tudo. Na conversa descobri que ele é guia de turismo, que já foi a Campinas/SP e ficou todo preocupado comigo ao descer do ônibus. Me indicando aonde era a faixa de pedestre e pra eu atravessar nela. Esses paraguaios são demais, né!

Palacio do Governo com a pintura original
    Como cheguei na Rodoviária por volta das 18h30 fiquei esperando até às 00h05 para embarcar rumo a Foz do Iguaçu. Juro que estava capotando de sono, por isso ficava rodando e andando por lá. Toda hora via uma criança pedir dinheiro, em outras era uma típica Paraguai oferecendo/gritando “Chipa, chipa”. Rsrsrsr
      No final é como diz a placa que vi lá na Casa do Turista “Você precisa sentir o Paraguai”, e foi isso que fiz em apenas um dia. Foi ótimo, consegui meu primeiro carimbo no passaporte e ainda conheci um país encantador.

Espero voltar em breve e espero que vocês tenham gostado.

Abraços, Alê ( Cacheada Conectada) 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Cultive o ato de observar

Ei, povo maravilindo.


Aqui estou para dar uma dica, toque, aviso, lembrete ou pra dar aquele help na hora que você menos espera. E o que seria isso: observe!! 

Aí você me pergunta: Mas, Alê eu sempre observo tudo? Eu enxergo muito, sim senhor. Eu sei disso gatas e gatos, a questão é que na correria do dia a dia, faculdade - trabalho - amigos - viagens - família - e tudo mais, apenas vivemos a nossa rotina, mergulhamos nela na verdade. 

Chega uma hora que sufocamos. Já parou pra pensar nisso? 


Resultado de imagem para observe
Foto Google/Linkedin
Tem hora que já não percebemos os dias, horas, meses e o todo que envolve o tempo e os fatos, pessoas e situações . Somos sugados pelo tempo e quando nos damos conta, estamos seguindo uma sequência na hora de se arrumar, corremos pra pegar sempre o mesmo horário do busão, passamos pelos mesmo caminhos, etc. 

Não paramos para nos perceber nesse turbilhão de mini fatos que envolvem nossa vida. 

Não respiramos fundo quando acordamos. Não nos olhamos no espelho para nos enxergar. Não nos tocamos, isso mesmo, nos sentir. Não atentamos para o fato de que estamos rodeados de outras pessoas - busão, rua, serviço, faculdade, supermercado, entre outros. 

Aí, volto e te pergunto: você está observando mesmo? Se percebendo no meio da rotina? Ou, você está apenas indo? Seguindo fluxo? 

Ah! Quando começar a observar, olhe tudo. As árvores, as formigas, as nuvens, as pessoas, veja as expressões, o andar, sinta o vento, a chuva, os carros, os pássaros. Tenha a oportunidade de desfrutar de um dom que Deus te deu,ok. 

Abraços e até a próxima!

Bjs, Alê :) 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Pagodes e samba na Grande Vitória que valem a pena

Olá, pessoal.

Foto: Reprodução/ Karilayn Areias
Eu sou louca por samba e pagode, do tipo que se puder vai sempre e que curte as rodas de samba e pagode desde que tinha uns 14 anos ( e não é mentira, nessa idade minha mãe já deixava eu sair kkk).Claro que de 1900 e bolinha muitos locais que tocam pagode abriram e fecharam as portas, novos grupos surgiram ou sumiram no ES e por aí. 

De qualquer forma, esse post é para dá dica de locais, na atualidade, que bobam e merecem a sua ida,ok. São locais baratos ou caros, perto ou longe de Vitória/Serra, etc. 

A medida que for curtir outros pagodes, vou atualizando esse post. ;) 

Serra

- Golaço 
Localizado na Av.Norte Sul, em Jardim Limoeiro o pagode acontece todas as sextas-feiras a partir das 23h. Os grupos que mais tocam lá são o Freelancer, Samba Júnior, etc. A entrada quando não tem atração nacional é mulher 0800 e homem R$ 10,00 e às vezes tem promoção de drinks ou combo de cerveja. Quando tem atração depende do artista, por que varia de acordo com o lote. Sempre que dá eu vou, adoro e me acabo no pagode. 

Clique AQUI para saber mais.


Vitória

- Bar da Zilva
Localizado no Centro de Vitória o Bar da Zilda é reduto para quem curte o samba de raiz. O bar fica aberto a semana toda, acho apenas que fecha na segunda, e na sexta,sábado e domingo tem samba e pagode. Indico ir na sexta ou no sábado, pois são os dias mais vazios. No domingo é o fervo, sempre tá lotado. A cerveja é garrafa e sempre bem gelada. Sempre que dá eu vou e adoro. 

Clique AQUI ou AQUI para saber mais


- Mar e Terra ou Clube de Pesca Mar e Terra
Gente eu adoro esse lugar, o samba é da melhor qualidade, cerveja gelada, negros lindos e pessoas sorridentes. Vale super a pena ir!!! O samba rola na segunda-feira - chamada de Segunda Sem Lei , e nos sábados sempre a partir das 20h e acaba às 00h00 ( é verdade,se prorrogar é por mais meia hora só). Quando tem festa na capital ou shows que vão bombar o samba não funciona,ok .

Clique AQUI para saber mais. 


Vila Velha

- Bar do Gordinho
Esse bar fica de frente com o Terminal de Vila Velha, em Vila Velha. Confesso que só fui nesse bar 1 vez, mas foi ótimo. No dia que fui teve promoção de open bar e o grupo tocou muito. De qualquer forma fica a dica aí, para você que mora em Vila Velha.

Clique AQUI para saber mais 

Acho que por enquanto é isso. Assim que for em outros, e eu já fui, aviso por aqui.

Abraços e até a próxima.






terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Eu, eu mesma e essa vontade de escrever

De verdade às vezes me pergunto "Por que montar um blog ?", " O que vou escrever no blog?", "Por que não ter um vlog, snap ou coisa do tipo?. Enfim, acho que tenho alguns direcionamentos para achar a resposta ou algo do que seria isso. 

Adoro escrever e não de me exibir, me mostrar, aparecer em câmeras ou me expor. Além disso, tenho tanta coisa para escrever, tenho um nó na garganta, uma vontade de extravasar tudo o que quero mostrar para vocês que acho que esse blog será pouco. 

Por isso, resolvi criar esse novo blog - Cacheada Conectada - para contar um pouco das minhas viagens, dos meus devaneios, das teorias, das práticas e das peripécias da vida.

Para dar o ponta pé inicial, irei postar o poema "Dia a Dia" produzido por mim e publicado no livro do 1 Litero-Rodas, evento realizado dos dias 07 a 09 de novembro na UFPE, Recife. Ah! Tirei o 1º lugar na categoria: poesia com esse texto.

Espero que curtam!

Dia a Dia

Trimmmmmmm
Acordar. Levantar. Escovar.
Banhar. Se arrumar. Comer.
Sair. Olhar. Respirar. Caminhar.
Ufa! Quantos infinitivos a conjugar.
Andar. Correr. Correrr. Correrrrrr.
Embarcar no busão.
Ah! Que sofreguidão.
Iééé! screeech!

Um bom dia aqui. Outro bom dia ali.
Mesmo assim, mal-humorado. Mal-educado.
Troco errado. Cara feia. Olhar torto.
Que sufoco!
Ah! Cara alegre. O que será que apetece?
Já nem sei, me perdi. Onde estou? O que sucede?!
Sobe.Desce.Dá sinal. Freia.
Dá sinal. Desce. Freia. Sobe.
Freia. Dá sinal. Desce. Sobe.
Desce. Dá sinal. Sobe. Freia.

Enfim, começa mais um dia.
Com pouco ou muita alegria.
Se vai. Apenas se vai. Oh! Se vai?!
Rumando, sem ao menos saber.
Pra onde? Por que? Pra quê?
Sem direção ou rumo eu levanto.
Apenas por um trampo.
Sem ao menos questionar o porquê de tanto pranto.
Tanto espanto. Tanto cano. Tantoooooo reclamo.

Já não adianta meu lamento.
Se me deixei seguir com o vento.
Sem pensar. Pestanejar.
Nem ao menos criticar. Me perguntar.
Até onde vai parar?
Essa minha mania de me deixar levar.
Fui rumando. Fui seguindo.
Sem galope. Sem destino.
Como redemoinho.
Meio doida a pirar.
 
Bem perdida no ar.
Sem possibilidades de me modificar.
Fui dando ouvidos ao que não devia.
Não valorizei o melhor da vida.
E tantos que deixei no caminho.
Meio mecânico, sem questionar.
Fui apenas seguindo e indo.
Só para ver no que ia dar.
E olha aonde vim parar?!


Trimmmmmmm......