terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Eu, eu mesma e essa vontade de escrever

De verdade às vezes me pergunto "Por que montar um blog ?", " O que vou escrever no blog?", "Por que não ter um vlog, snap ou coisa do tipo?. Enfim, acho que tenho alguns direcionamentos para achar a resposta ou algo do que seria isso. 

Adoro escrever e não de me exibir, me mostrar, aparecer em câmeras ou me expor. Além disso, tenho tanta coisa para escrever, tenho um nó na garganta, uma vontade de extravasar tudo o que quero mostrar para vocês que acho que esse blog será pouco. 

Por isso, resolvi criar esse novo blog - Cacheada Conectada - para contar um pouco das minhas viagens, dos meus devaneios, das teorias, das práticas e das peripécias da vida.

Para dar o ponta pé inicial, irei postar o poema "Dia a Dia" produzido por mim e publicado no livro do 1 Litero-Rodas, evento realizado dos dias 07 a 09 de novembro na UFPE, Recife. Ah! Tirei o 1º lugar na categoria: poesia com esse texto.

Espero que curtam!

Dia a Dia

Trimmmmmmm
Acordar. Levantar. Escovar.
Banhar. Se arrumar. Comer.
Sair. Olhar. Respirar. Caminhar.
Ufa! Quantos infinitivos a conjugar.
Andar. Correr. Correrr. Correrrrrr.
Embarcar no busão.
Ah! Que sofreguidão.
Iééé! screeech!

Um bom dia aqui. Outro bom dia ali.
Mesmo assim, mal-humorado. Mal-educado.
Troco errado. Cara feia. Olhar torto.
Que sufoco!
Ah! Cara alegre. O que será que apetece?
Já nem sei, me perdi. Onde estou? O que sucede?!
Sobe.Desce.Dá sinal. Freia.
Dá sinal. Desce. Freia. Sobe.
Freia. Dá sinal. Desce. Sobe.
Desce. Dá sinal. Sobe. Freia.

Enfim, começa mais um dia.
Com pouco ou muita alegria.
Se vai. Apenas se vai. Oh! Se vai?!
Rumando, sem ao menos saber.
Pra onde? Por que? Pra quê?
Sem direção ou rumo eu levanto.
Apenas por um trampo.
Sem ao menos questionar o porquê de tanto pranto.
Tanto espanto. Tanto cano. Tantoooooo reclamo.

Já não adianta meu lamento.
Se me deixei seguir com o vento.
Sem pensar. Pestanejar.
Nem ao menos criticar. Me perguntar.
Até onde vai parar?
Essa minha mania de me deixar levar.
Fui rumando. Fui seguindo.
Sem galope. Sem destino.
Como redemoinho.
Meio doida a pirar.
 
Bem perdida no ar.
Sem possibilidades de me modificar.
Fui dando ouvidos ao que não devia.
Não valorizei o melhor da vida.
E tantos que deixei no caminho.
Meio mecânico, sem questionar.
Fui apenas seguindo e indo.
Só para ver no que ia dar.
E olha aonde vim parar?!


Trimmmmmmm......








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