Mostrando postagens com marcador cacheada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cacheada. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Pontos turísticos do RJ que recomendo

Olá, pessoal.

Para iniciar esse post, preciso declarar minha paixão pelo Rio de Janeiro ou Errejota para os mais íntimo. Na real, eu sou completamente apaixonada pelo Rio.
E isso é muito simbólico para mim, pois o Rio foi a primeira cidade que visitei sozinha, descobrindo as ruas, visitando os pontos turísticos e me enxergando enquanto viajante, mochileira. 

A primeira vez que fui ao Rio, foi em 2013. Pude conhecer o Cristo Redentor, subi de bondinho; o MAM, em Niterói; a Feira de São Cristóvão; a Escadaria Selaron; o Saara; o Museu de Belas Artes; a Casa das Ruínas, em Santa Teresa, etc.
Neste post você verá dicas de pontos turísticos gratuitos ou bem baratos para conhecer o Rio.

1º Ponto turístico: Cristo Redentor

O Cristo Redentor/Corcovado é uma atração a parte no Rio, né. Uma pena ser tão caro, 😞.. e pensar que em Nov/2013 ( quando foi minha primeira viagem ao Rio) o ticket do bondinho do Corcovado pra chegar ao Cristo custava R$ 46,00. Hoje em dia custa R$ 65,00 ( baixa temporada) e R$ 79,00 ( alta temporada). Mais info no site Trem do Corcovado 
 


2º Ponto turístico: Saara e Biblioteca Parque 

Resolvi indicar esses dois pontos turísticos juntos, pois um está contido no outro e vice e versa. Além é claro de ser um passeio gratuito, caso consiga resistir às lojas, camelos e peças vendidas no Saara - uma 25 de março no Rio de Janeiro. 
A Biblioteca Parque é um espaço público super bem montado com espaço de biblioteca, exposição, café, área pra descanso e muito mais. E não paga nada pra entrar e ela fica colada com o Saara. 


3º Ponto turístico: Campo do Santana

O Campo do Santana é um daqueles lugares estranhos e legais ao mesmo tempo. Estranho por que tem umas capivaras gigantes, uns patos/marreco, uns gatos e tudo junto e misturado.. legal, pois é um espaço aberto, gratuito e gigante que serve para crianças correrem a vontade e ainda serve de passagem pra chegar ao Saara, Central do Brasil e a Biblioteca Parque. 

4º Ponto turístico: Museu de Belas Artes/ Cinelândia 

O Museu de Belas Artes é um espaço com arte, bem arejado, com banheiro e local para sentar e apreciar as exposições. Das vezes que fui ao museu, além de ver a exposição utilizei pra descansar mesmo, pois é um local que dá tomar um ar e água e depois continuar a caminhar pelo centro do Rio.
Ah! A Cinelândia é bem colado com o museu. Na verdade são vários pontos turísticos em um só ( tudo pertinho um do outro) - Museu de Belas Artes, Theatro Municipal do Rio, Cinema Odeon ( um dos mais antigos do Rio) e a própria Cinelândia. Tem metrô perto, ok. 


5º Ponto turístico: Praça Mauá/ MAR / Painéis do Kobra 

A Praça Mauá conheci em 2015, mas só desfrutei dela mesmo em 2018 quando fui em um show de Elza Soares, que por sinal foi lindo. A praça além de ser um espaço aberto, ótimo para exercícios as vezes tem shows , feirinhas e bem colado tem o Museu do Amanhã ( esse ainda não visitei).

Logo na direita de quem chega na praça tem o Museu de Arte do Rio ( Mar), que faz parte da revitalização do Rio, após as olimpíadas. E , andando um pouco mais a direita, seguindo a linha do BRT você vê os painéis do Kobra. Os painéis são um atrativo a parte, pois retratam de forma belíssima, cheio de cor e expressão os povos dos 6 continentes ( África, Ásia, Europa, Oceania, América e Antártida). Realmente é lindo e vale cada clique. 


6º Ponto turístico: Escadaria Selarón /Santa Teresa /Parque das Ruínas 

Acho que já estive no Rio umas 6 ou 7 vezes, e todas ou quase todas, já estive na Escadaria Selaron. É um passeio acessível, pois você não paga nada para percorrer os degraus , tirar foto e curtir esse ponto turístico do RJ na região da Lapa. Ah! Subindo todos os degraus da escadaria dobrando a esquerda e subindo mais um pouco você chega a Santa Teresa - o famoso bairro carioca. 
Logo no início a direita, você pode conhecer o Parque das Ruínas - que é um espaço que abriga exposições , shows, arte e ainda dá pra tirar uma bela foto do Rio.. uma dica: bem colocado com o parque tem o Museu Chácara do Céu que abriga o acervo de obras de Di Cavalcanti, dentre outros artistas brasileiros. O ingresso é bem baratinho, ok. 




 


Espero que tenham curtido as dicas, 😉😉.

Abraços, Alê. 

sábado, 10 de novembro de 2018

Uma poesia para acalentar nos dias sombrios

Olá, pessoal.

  Como sabem, além de jornalista também sou escritora .Meus textos em forma de poesia, dizem muito do que vivi, escuto e observo por minhas andanças.

O texto de hoje foi produzido durante o Curso de Formação de Professoras "Malungas" organizado e dirigido pela professora Kiusam de Oliveira em outubro/2018.  Na poesia falo e questiono pra onde vai os nosso silêncios, falas...o que deixamos de falar, expressar.

O tal silêncio 

Sabe aquele nó, aqui guardado
Daquele silêncio que não foi falado
Sabe aqueles vezes que você me cerca com o olhar
Esperando atentamente eu falar!
Sabe? Você sabe?

Ah!! Aquele nó de dor, daquele dia e de tantos outros
Esta preso aqui na garganta.

Sabe quantas vezes eu me calei?
Não sei por que , mas me calei
Levando um peso nas costas, de muitas dores e padrões impostos
Responsabilidades,amadurecimento, sorrisos falsos e abraços frouxos.

Por muitas vezes me refugiei, sozinha ou calada
Vagueando por aí, em relações e ações como num porto ancorada
Mas, saiba que me livro cotidianamente das marcas do corpo e da alma
Dos silêncios que eu deixei de falar.

Talvez agora eu perceba, que sobrecarreguei um peso
Que ora era e noutra nem era meu
Nesse corpo , sujeito-mulher-negra que já se exige tanto
É preciso se superar , suportar e por vezes afrontando
Hoje já aprendi , que se não for falando eu vou registrando, quebrando, gritando ou declamando.

---

Que consigamos resistir a esses tempos sombrios e que a arte nos auxilie neste caminhar.

Abraços, Ale.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Turbante 1 - o mais fácil

Olá, meninas. 

Essa dica de turbante é o mais fácil de aprender, pois você só vai precisar fazer 3 passos. Isso mesmo! Você não leu errado, basta apenas 3 passos para fazer um turbante e sair arrasando. Vamos ao que você vai precisar preliminarmente.


Preliminar: 
1- Faça um coque ou um afropuff, caso tenha cabelo grande ( que são aqueles penteados em que você junta o cabelo no topo da cabeça). 
2 - Arrume um pano/lenço que você consiga dar a volta na sua cabeça, pode ser poliester, malha ou algodão. 

Agora, vamos ao turbante:

1º passo: Passe o lenço pela parte de trás do seu cabelo/nuca, unindo as pontas na frente da sua cabeça. 

2º passo: Após unir as pontas, dê um nó ou até dois se preferir na parte da frente da cabeça.

3º passo: Agora é só ajeitar as pontas que sobraram para dentro do turbante. Basta ir dobrando a sobra e enfiar no espaço onde é possível ver o cabelo. 

Confira abaixo o passo a passo. 
1º Passo 
3º passo 

2º passo


Uma dicaextra: o volume do turbante vai depender de quanto cabelo você tem. Se tiver cabelo curtinho é possível fazer o turbante, basta seguir o passo a passo

Espero que tenham gostado.

Qualquer dúvida, deixem comentários,ok.

Abraços, Alê. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

A arte e ancestralidade do turbante

Olá, meninas.

Quando comecei a passar pela transição capilar comecei a usar recursos para proteger, tampar e deixar meu cabelo mais arrumado, por mais tempo. E os turbantes e faixas foram ótimos adereços para o meu crespo.

Além disso, depois que você aprende a fazer amarrações não tem como parar. Você aprende mais um, mais um e mais...quando vê, já está até ensinando as amigas, colegas de trabalho , etc.

 

Neste post , vou mostrar alguns turbantes que já fiz em casa, viagens , eventos, etc.

  

 

A História do Turbante 

Para quem não sabe, o turbante é uma indumentária usada em várias culturas no mundo, mas no Brasil ela ganha destaque através dos negros africanos, resgatado pelo uso das baianas, como parte integrante do seu traje, remetendo ao respeito às ancestralidades.
O turbante tem origem desde a criação do Islamismo à cultura indiana, onde ambas tem um forte significado religioso e de maturidade/elevação espiritual e também de identificação de classe social. No contexto africano remete a valorização da nossa história, com o reconhecimento das nossas lutas e o que significa carregar ainda hoje no sangue e na pele as amarras deste processo socio-histórico e que até hoje ainda lutamos pelo reconhecimento social, enquanto um direito à preservação da nossa cultura, dos nossos valores, sem sermos ridicularizados e sim respeitados por nossa inserção. Fonte: Tô de Cacho
 Espero que tenham curtido as amarrações e turbantes postados. 
Nesta semana, irei postar um passo a passo para você fazer seu turbante e arrasar por aí. 
Qualquer dúvida, deixe seu comentário 😉
Abraços, Alê.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

O que vocês vão encontrar por aqui?

Ei, pessoal. 

Esse blog é uma segunda tentativa de relatar minhas viagens, eventos e demais atividades que fizer. Segunda, pois já tive o Blog Irmãs Conectadas, em conjunto de minha irmã Adriana. Mas, após 4 anos de blog resolvi desativar e respirar um pouco fora da blogsfera. 

E, agora retorno para falar de coisas mais pessoais e verdadeiras, que me representam mesmo. Como adoro viajar, escrever poesias, cuidar do meu cabelo e planejar minhas aventuras pode ter certeza que vocês verão muito disso por aqui,ok.

Espero que gostem, comentem e compartilhem.

Bjs,

Alê. 






quarta-feira, 20 de junho de 2018

Bate e volta em Assunção (Py)

Olá, pessoal!

Estou reativando o blog com várias histórias das minhas viagens. Então, fiquem ligados que vocês verão minhas peripécias por aí.


Essa sou eu na frente do Palácio do Governo
   Antes de começar esse texto, gostaria de indicar a visita, passagem ou destino por tempo determinado (e se preferir, indeterminado) a capital Paraguaia. Além de ser um destino relativamente barato, posso te dar alguns motivos para isso: é próximo à fronteira do Brasil, as pessoas são muito receptivas e educadas, só precisa de RG para entrar no país, dentre outros.

 Confesso que quando comecei a planejar minha viagem para Foz do Iguaçu, sabia que deveria ir a Assunção. Por que? Não sei ao certo, mas foi uma grata surpresa conhecer um outro país tão perto do meu. Logo no início, usei muito o Google para pesquisar sobre Assunção, o que comer, onde ir, de que forma mais barata ou melhor para chegar até lá, etc.

Em minha busca, encontrei poucos posts ou relatos sobre a capital Paraguaia, tudo que mencionava o Paraguai se dirigia a Cidade del Leste, que nem é minha vibe. E, para organizar meu roteiro de Foz do Iguaçu – Assunção usei o Google Trips. Nesse aplicativo adicionei o localizador do meu voo, o número da minha reserva, fiz um roteiro em mapa e também inclui tudo o que achei sobre minhas pesquisas.
Um dica comum em Assunção
Feito isso, fui!! No dia 07 de maio por volta das 19h fui para o Terminal de Transporte Urbano Pedro Antônio Denadai (Foz do Iguaçu) para ver se conseguiria ainda comprar na Rodoviária passagem para Assunção. Peguei o ônibus (que passa dentro da Rodoviária) e cheguei por lá umas 20h40.
Assim que cheguei, procurei o local que vendia a tal passagem. Neste caso, o guichê do “Helios” (nesse guichê é um rapaz vendendo passagem de várias empresas diferentes) que vendia a passagem da viação Nuestra Señora de la Asunción (https://www.nsa.com.py/).
     Comprei a passagem de ida e volta pelo preço total de R$ 140,00 reais para os horários: Foz do Iguaçu x Asunción – saída:00h15 e chegada: 06h; Asunción x Foz do Iguaçu – saída:00h05 e chegada:06h. O ônibus da viação NSA é super confortável, além de ter água disponível, banheiro e lanche no percurso. Na volta teve o diferencial de ganharmos uma cobertinha e travesseiro.
Voltemos ao que interessa: o bate e volta!. Cheguei na rodoviária de Assunção por volta das 06h30 ou algo assim, ainda estava amanhecendo e eu não tinha um Guarani (moeda Paraguaia) no bolso. Logo quando desci do ônibus fui em busca de um mapa, mas no guichê de informações não tinha, então tive que comprar. Ah! Uma dica: dentro da rodoviária tem várias casas/guichês de câmbio é sempre bom pesquisar, por que os valores oscilam bastante.
     O real é bem valorizado no Paraguai ou a moeda deles é desvalorizado, não sei ao certo. Isso eu percebi quando troquei os meus R$ 10,00 reais por guaranis, recebi R$ 14 mil Guaranis (a cotação era 1.400 x 1 real). Até pensei: Estou ryyyca!!!!! Mas não, com esse dinheiro comprei um mapa (10 mil PYG) e paguei minha passagem pro Centro de Assunção (3,600 PYG).
    Como não falo nada de espanhol no início foi bem complicado saber que ônibus pegar, mas com o mapa na mão dava meu jeito. Perguntava as pessoas apontando pro local do mapa que queria ir, e claro, eles percebiam que eu não era dali, que era turista. E as pessoas foram muito gentis comigo, falando várias linhas que passavam no Centro. Mesmo eu não entendendo metade do que falavam.
     Quebrado o primeiro bloqueio, o da comunicação, embarquei no ônibus 38 que tinha ar condicionado e uma música local tocando, bem animada por sinal. No meio do caminho um rapaz paraguaio que falava muito bem o português, me ajudou com dicas. Ao descer do ônibus, mesmo atrasado para o trabalho, ele me indicou onde tomar café e em qual bairro não ir.
Depois disso fui dar uma volta na Calle Palma para conhecer e observar uma terça-feira comum em Assunção, e também esperar a casa de câmbio Chaco Câmbios abrir. Ah! Outra dica: não Calle Palma tem vários cambistas querendo trocar dinheiro, não troque na rua, pois tem o risco de nota falsa e etc.
Como é 1 hora a menos que o Brasil e o comércio abre por volta das 07h e 08h da manhã sentei num banco nesta avenida e fiquei apenas observando. No pouco que vi, pude perceber como o povo paraguaio é otimista, sorridente e tem paixão pelo país.
      Voltando àquela história de estar rica, troquei meus R$ 80,00 reais e recebi 120 mil guaranis. É sério, me achei rica meio sem entender como deveria gastar o dinheiro (risos). Até por isso paguei 6 mil guaranis (achei caro) em um café no Mc’Donalds. Após isso, sentei na Plaza Juan E. O’Leary e depois fui a Casa do Turista para pegar outros mapas, informações e acabei sabendo do horário do Free Walking City Tour de Asunción – programado para às 14h30. A partir daí foi sucesso! Será?? Foi mais ou menos. Aproveitei para ir no Museu Casa de la Independencia, quando ainda estava vazio. Na sequência resolvi visitar a Iglesia de la Encarnácion, mas como estava próximo de fechar resolvi ficar no Shopping Asuncion Super Centro – na verdade, tem mais cara de galeria com várias lojinhas, restaurantes e fica ali na 14 de Mayo.
     Como estava com pouco dinheiro trocado e a fome estava batendo, fiquei com preguiça de pesquisar fora do shopping pra almoçar. Aí, vi um restaurante que tinha 2 opções de prato: Prato Econômico por 13 mil guaranis (que era o que tinha trocado) e Prato Executivo por 15 mil guaranis.
    A brasileira aqui querendo ser esperta, pensei: vou comprar esse prato econômico, deve ser bom e gostoso. SQN!!! Paguei 13 mil guaranis por um prato de arroz com pedaços de carne rsrsrsrsrs. Isso mesmo que você leu! Arroz + carne. Enfim, depois de comer, fui dar uma volta nos arredores do shopping. Foi aí que achei várias opções de restaurantes e lanchonetes com cardápios variados e preços parecidos ou menores do que eu tinha comido. Viu, já ficam 2 dicas aí: nem sempre o econômico é o gostoso, e sempre que puder ande um pouco mais.
Vista da la Costanera e do bairro Chacarita
   Com a barriga cheia, voltei para a Plaza Juan E. O’Leary para esperar o horário do City tour. Lá observei vários estudantes, trabalhadores e autoridades sentadas, conversando ou fazendo suas refeições. Realmente uma praça cheia de vida. Casais namorando no horário de almoço, crianças brincando no parquinho, moradores de rua tomando sol, uma senhora vendendo comidas típicas parecidas com o famoso PF brasileiro, pombos, etc. Um pouco antes das 14h30, fui no Lido bar – um bar típico que fica entre o Panteón Nacional de los Heroes e a Calle Palma que serve comida e bebida tradicionais do Paraguai. Logo quando cheguei no balcão, pedi a atendente alguma comida típica. Desse jeito mesmo: moça eu quero comer alguma comida típica do Paraguai!!! Ela meio sem entender falou de sopa, tortilha e outras que eu nem entendi.
   No final, um senhor ao meu lado me ajudou a escolher. Ele falando um espanhol belíssimo e eu entendendo apenas metade do que falava, optei pela tortilha, que ainda me serviu de café da tarde no dia seguinte. A tortilha é uma massa parecida com o bolinho de chuva, porém é salgada e contém temperos verdes e tem o formato de uma panqueca.
Catedral
   Esse senhor ainda ficou conversando comigo, e claro com essa cara de turista, perguntou de onde era. Respondi: Pierto de São Paulo! (risos). E assim, consegui saber que ele estava no horário de almoço, quais eram os outros pratos típicos e gostosos do País, que o Presidente do Paraguai é o dono do refrigerante Pulp e que no bairro que ele mora é onde tem a maior concentração de estudantes brasileiros que vão para lá estudar medicina.
    Ufa! Viu, a conversa fluiu. Ele ainda me deixou experimentar o prato dele – Vori Vori – uma sopa com legumes e carne de galinha. Uma delícia por sinal! Foi muito divertido e surpreendente. Depois de comer nem metade da tortilha, voltei a Casa do Turista para esperar o início do city tour. No passeio, era eu (brasileira), uma família chilena e um inglês. Logo de início a guia ficou confusa se deveria falar espanhol ou inglês. Aí me perguntou: você compreende e fala espanhol? Eu: sim! (risos).
Cabildo - Centro Cultural
     Confesso que o city tour foi ótimo, além de praticar o espanhol, pude conhecer os principais pontos turísticos e as histórias do Centro de Assunção. Dentre eles: Museu Casa de la Independencia, Manzana de la Rivera, Palacio de los López, o novo prédio do Congresso Nacional, Cabildo de Assunção – Centro Cultural da República, avistamos a La Costanera e o bairro Chacarita, passamos pelas casas de madeiras/tapumes dos moradores que perderam tudo na enchente do Rio Paraguai de 2013, passamos ainda pela Universidade Católica de Nossa Senhora de Assunção e a Catedral, e terminamos nosso tour pela Farmácia Catedral – a farmácia mais antiga do Centro de Assunção. Retornamos para a Casa do Turista para um último registro, abraços de despedidas e troca de contatos.

Museu Casa del La Independencia
     Depois, já era umas 17h e pouco voltei para o Lido Bar para experimentar a cerveja típica chamada de Pilsen, que é bem suave e gostosa, e comer uma empanada. Tirei mais algumas fotos e procurei o ponto para regressar a Rodoviária – que por aqui eles chamam de Terminal. Dei muita sorte, assim que cheguei no ponto não demorou para vir o ônibus 38. Os ônibus por lá, andam mais lotados do que por aqui. Por isso, fiquei na parte da frente para pedir ao motorista pra avisar quando chegasse na Rodoviária.
    O motorista foi muito legal comigo e claro, começou a puxar assunto. Perguntou de onde eu era? Se ia viajar? Para onde ia? E eu, com meu portunhol bem meia boca respondia tudo. Na conversa descobri que ele é guia de turismo, que já foi a Campinas/SP e ficou todo preocupado comigo ao descer do ônibus. Me indicando aonde era a faixa de pedestre e pra eu atravessar nela. Esses paraguaios são demais, né!

Palacio do Governo com a pintura original
    Como cheguei na Rodoviária por volta das 18h30 fiquei esperando até às 00h05 para embarcar rumo a Foz do Iguaçu. Juro que estava capotando de sono, por isso ficava rodando e andando por lá. Toda hora via uma criança pedir dinheiro, em outras era uma típica Paraguai oferecendo/gritando “Chipa, chipa”. Rsrsrsr
      No final é como diz a placa que vi lá na Casa do Turista “Você precisa sentir o Paraguai”, e foi isso que fiz em apenas um dia. Foi ótimo, consegui meu primeiro carimbo no passaporte e ainda conheci um país encantador.

Espero voltar em breve e espero que vocês tenham gostado.

Abraços, Alê ( Cacheada Conectada) 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Eu, eu mesma e essa vontade de escrever

De verdade às vezes me pergunto "Por que montar um blog ?", " O que vou escrever no blog?", "Por que não ter um vlog, snap ou coisa do tipo?. Enfim, acho que tenho alguns direcionamentos para achar a resposta ou algo do que seria isso. 

Adoro escrever e não de me exibir, me mostrar, aparecer em câmeras ou me expor. Além disso, tenho tanta coisa para escrever, tenho um nó na garganta, uma vontade de extravasar tudo o que quero mostrar para vocês que acho que esse blog será pouco. 

Por isso, resolvi criar esse novo blog - Cacheada Conectada - para contar um pouco das minhas viagens, dos meus devaneios, das teorias, das práticas e das peripécias da vida.

Para dar o ponta pé inicial, irei postar o poema "Dia a Dia" produzido por mim e publicado no livro do 1 Litero-Rodas, evento realizado dos dias 07 a 09 de novembro na UFPE, Recife. Ah! Tirei o 1º lugar na categoria: poesia com esse texto.

Espero que curtam!

Dia a Dia

Trimmmmmmm
Acordar. Levantar. Escovar.
Banhar. Se arrumar. Comer.
Sair. Olhar. Respirar. Caminhar.
Ufa! Quantos infinitivos a conjugar.
Andar. Correr. Correrr. Correrrrrr.
Embarcar no busão.
Ah! Que sofreguidão.
Iééé! screeech!

Um bom dia aqui. Outro bom dia ali.
Mesmo assim, mal-humorado. Mal-educado.
Troco errado. Cara feia. Olhar torto.
Que sufoco!
Ah! Cara alegre. O que será que apetece?
Já nem sei, me perdi. Onde estou? O que sucede?!
Sobe.Desce.Dá sinal. Freia.
Dá sinal. Desce. Freia. Sobe.
Freia. Dá sinal. Desce. Sobe.
Desce. Dá sinal. Sobe. Freia.

Enfim, começa mais um dia.
Com pouco ou muita alegria.
Se vai. Apenas se vai. Oh! Se vai?!
Rumando, sem ao menos saber.
Pra onde? Por que? Pra quê?
Sem direção ou rumo eu levanto.
Apenas por um trampo.
Sem ao menos questionar o porquê de tanto pranto.
Tanto espanto. Tanto cano. Tantoooooo reclamo.

Já não adianta meu lamento.
Se me deixei seguir com o vento.
Sem pensar. Pestanejar.
Nem ao menos criticar. Me perguntar.
Até onde vai parar?
Essa minha mania de me deixar levar.
Fui rumando. Fui seguindo.
Sem galope. Sem destino.
Como redemoinho.
Meio doida a pirar.
 
Bem perdida no ar.
Sem possibilidades de me modificar.
Fui dando ouvidos ao que não devia.
Não valorizei o melhor da vida.
E tantos que deixei no caminho.
Meio mecânico, sem questionar.
Fui apenas seguindo e indo.
Só para ver no que ia dar.
E olha aonde vim parar?!


Trimmmmmmm......